terça-feira, novembro 27, 2012

Do desassossego.

E quando
dentro dos silêncios a velha angústia
e os caminhos se arrepiam
sob as solas dos pés

Dentro dos olhos tormentas se levantam
Afundam corsários, derrubam bandeiras.
Os pelos erguem-se
na mais antiga curiosidade

E tudo
Grita calado a mesma urgência.

Quisera ser
Em calmarias de um Maio preguiçoso,
Mas nasci rente ao nível do desassossego:
beiram em mim as turbulências,
bebem dos meus dedos
a tinta das palavras.

Que remédio
Senão os grandes goles de madrugadas,
em bordas de insônia e brancos largos
pedindo por mais traços, ansiosos?

2 comentários:

Srt. Karen Costa, prazer! disse...

Boa tarde!

A intenção não era essa.
Mas acho invasão explicar minhas intenções. Não uso mais quaisquer palavras que encontre por ai, nem trechos em que me identifique. Coloquei seu nome no que acredito ser seu. Nunca tive a intenção de usurpar seus sentimentos ou qualquer coisa. Desculpas. E desejo que o seu blog continue sempre no seu blog.

Rayanne disse...

Vc era a dona do blog Pachequices, srta. Karen?
Folgo em saber que vc entendeu o tamanho do mao que faz quando copia alguém, não avisa e não dá os devidos créditos. Mas, saiba, os autores se protegem porque precisam.
Fique bem.