terça-feira, dezembro 30, 2014

Pupa.

Diluído nos pulsos
Um tanto:
Sou todo.

Um tinto de nada
E um pouco de Deus:
Parte sagrada.

Singrando existência
Sem pertencer:

Em tudo, sou nada.
No todo, entretanto,
Tanta jornada.

Pacientando meus seres,
Meu ínfimo universo:
Partícula de tudo
Que em nada espelha...

Silêncio, lento,
Denso,
Pausa quase palpável.
Aqui, sob a pele,
Plasmando metamorfoses.


2 comentários:

TERRAS DE NENHÚ disse...

No tempo certo
serão asas,Voo.
Linguagem de cores,
movimento.
Ser Tudo, ser Nada
SER,
Alegria.

Cesar Veneziani disse...

Pra mim poesia é isso: jogos entre som e sentido!
Adorei!